Diário do Peixe – Análise: Santos erra muito, abusa de chutões e desperdiça chances na Ilha

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Peixe começa a partida contra o Sport muito mal, desligado. Reage no segundo tempo, mas não consegue sequer o empate por causa do erros no ataque

O Santos começou o jogo contra o Sport, no último sábado, embalado por três vitórias consecutivas no Brasileirão e a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Mas o time acabou esquecendo o bom futebol em São Januário, onde eliminou o Vasco na última quarta-feira, no mata-mata nacional. Na Ilha do Retiro, o Peixe deixou o toque de bola de lado e abusou dos chutões e dos erros de ataque. Resultado: derrota por 1 a 0.

Apesar da derrota, o Alvinegro não deixa o G-4 do Campeonato Brasileiro nesta rodada – o que diminui o prejuízo. O time comandado por Dorival Júnior está em quarto lugar, com 45 pontos, quatro a mais do que o Corinthians, quinto, que enfrenta o Fluminense, sexto, neste domingo.

O Santos começou o primeiro tempo irreconhecível e logo teve um problema: Gustavo Henrique saiu de campo lesionado. David Braz teve de entrar às pressas, sentiu o ritmo do jogo e acabou falhando no lance do gol. Rogério recebeu cruzamento dentro da área, dividiu com o zagueiro santista, perdeu a bola, mas ainda teve tempo para encontrá-la, dar um drible de corpo no defensor santista, virar e chutar, sem chances para Vanderlei defender. Veja:

 O primeiro tempo, então, mudou de cara: o Santos começou a atacar mais, e o Sport não se fechou na defesa. O jogo ficou aberto, franco, com espaços para as duas equipes. Tipo de jogo que o Peixe adora, certo? Normalmente, sim. Neste sábado, porém, a equipe da Vila Belmiro esteve irreconhecível. Em vez dos toques rápidos e curtos para chegar ao ataque, o time abusou dos lançamentos longos e não obteve sucesso.

Mesmo assim, ainda conseguia criar oportunidades. Vitor Bueno, da entrada da área, praticamente isolou a bola. Rodrigão, de cabeça, também perdeu a chance de empatar. A noite, de fato, não estava boa para o Peixe.

Depois do intervalo, a situação do Alvinegro piorou ainda mais. O Sport, que até então dava espaços, se fechou. A movimentação e os passes de Lucas Lima não eram suficientes para furar o bloqueio adversário. Dorival, então, buscou alternativas – além de já ter colocado Jean Mota no intervalo, na vaga de Rodrigão.

As principais chances seguiam saindo dos pés do camisa 10. No primeiro tempo, já havia deixado Jonathan Copete cara a cara com o goleiro Magrão dentro da área. Depois do intervalo, o atacante colombiano desperdiçou mais uma oportunidade de empatar.

A última alteração santista foi a saída de Vitor Bueno, com dores na coxa esquerda, para a entrada de Elano. O experiente meia até conseguiu melhorar a troca de passes no setor ofensivo do campo, mas por pouco tempo. Depois de apenas 12 minutos, ele reclamou com o árbitro por causa de uma falta e foi expulso.

Com um a menos, o que já era difícil ficou quase impossível. O Sport seguia se defendendo muito bem e passou, também, a explorar contra-ataques. A raça não foi o suficiente para o Santos empatar na Ilha do Retiro.

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