Defesa vulnerável e falhas marcam tropeço incrível que custa liderança para o Santos

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Marinho em Santos x Fortaleza; atacante foi boa notícia em empate frustrante — Foto: EDUARDO CARMIM/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Dizer que é inadmissível o Santos sofrer um empate para o Fortaleza, dentro da Vila Belmiro, tendo aberto 3 a 0 no placar é chover no molhado.

É óbvio que não pode acontecer, mas foi exatamente o que ocorreu no último domingo. O empate em 3 a 3, aliás, custou a liderança do Campeonato Brasileiro para o Peixe, já que o Flamengo venceu o Ceará e assumiu a ponta da tabela.

Este texto busca analisar o que o Santos mostrou de bom e o que não pode ser repetido se quiser seguir brigando nas primeiras posições do Brasileirão.

O primeiro tempo do Santos foi praticamente perfeito. Intensidade, controle do jogo e gol logo no no primeiro minuto fizeram parecer que a vitória estava garantida.

Jorge Sampaoli inovou novamente na escalação e fez quatro trocas em relação ao time que perdeu para o Cruzeiro, no fim de semana retrasado.

Por mais que o Peixe tenha ido bem e amassado o Fortaleza na etapa inicial, fica o adendo: é inexplicável que Carlos Sánchez, o melhor jogador do Santos na temporada, seja reserva. O técnico até foi questionado na entrevista após a partida sobre a decisão, mas desconversou.

Primeiro, os pontos positivos:

  • Marinho aproveitou muito bem a chance como titular e deu trabalho pelo lado direito – ele, porém, recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do jogo contra a Chapecoense, assim como Jorge;
  • Evandro mostrou que pode ser útil para Sampaoli e chegou ao ataque com qualidade;
  • Eduardo Sasha segue preenchendo os espaços e sendo importantíssimo taticamente.

No segundo tempo, o Peixe desmoronou e teve atuação irreconhecível. Felipe Aguilar viveu nova tarde infeliz e teve participação direta nos três gols do Fortaleza – o último deles marcado aos 49 minutos do segundo tempo (!!!).

O colombiano fez o pênalti em Edinho no primeiro gol, não acompanhou Wellington Paulista no segundo e não conseguiu cortar o cruzamento, caindo novamente de maduro, assim como foi contra o São Paulo, no terceiro.

O Santos foi outro time na etapa complementar. Pareceu “sentar” na vantagem e deu espaços demais ao Fortaleza, que soube aproveitar. O Peixe pouco deu trabalho para o adversário, mas teve um gol bem anulado pela arbitragem.

Se quiser se manter entre os primeiros, o Santos não pode tropeçar dessa forma. Sampaoli terá uma nova semana livre de treinamentos antes da partida contra a Chapecoense, no sábado, fora de casa.