De volta, Bourne quer respostas sobre o passado

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Matt Damon volta à ação em ‘Jason Bourne’, quinto filme da franquia

 

Depois de passar anos tentando se lembrar de sua verdadeira identidade, Jason Bourne (Matt Damon) finalmente descobriu seu nome real, David Webb, em “O Ultimato Bourne”, de 2007. Quase uma década depois, ele volta à ação com uma série de novas perguntas que precisam de respostas em “Jason Bourne”, em cartaz nos cinemas.

Durante todo esse tempo, Jason viveu escondido na Grécia, participando de lutas clandestinas e sendo atormentado por fantasmas do passado. Ele é procurado pela amiga Nicky Parsons (Julia Stiles), ex-agente da CIA que hoje atua como hacker para uma organização que deseja expor os podres do governo. Em suas investigações, ela descobriu documentos que comprovam a participação do pai de Jason, Richard Webb (Gregg Henry), no projeto que o transformou em um guerreiro habilidoso.

Bourne, então, passa a procurar mais informações sobre a atuação de seu pai no projeto e acaba entrando, mais uma vez, na mira da CIA, liderada pelo diretor Robert Dewey (Tommy Lee Jones). Quem é colocada na cola de Jason Bourne é a agente de operações cibernéticas Heather Lee (Alicia Vikander), especialista em computação que consegue rastrear o foragido por todo o mundo.

Só que Dewey tem interesses escusos que envolvem eliminar Bourne de uma vez por todas e também contrata um assassino de aluguel chamado apenas de “Contato” (Vincent Cassel), que não hesita em matar qualquer um que apareça em seu caminho. Para piorar, ações passadas de Jason Bourne colocaram o “Contato” em maus lençóis, então ele tem motivos mais que pessoais para eliminar seu alvo da vez.

Com um assassino perigoso o perseguindo e toda a CIA em seu rastro, Bourne precisará de muita habilidade e sangue frio para escapar com vida e ainda conseguir as respostas que tanto procura para, talvez, pensar em levar uma vida tranquila.

Entrevista

Vincent Cassel_ é o ‘Contato’, um assassino de aluguel

‘O filme é muito real, parece até um documentário caro’

Você já tinha visto os filmes anteriores de “Bourne”?

VINCENT CASSEL_ Alguns, mas não todos. Tinha visto os três com o Matt Damon…

O que significa para você fazer parte dessa franquia?

Bem, tem o toque de “Bourne” que é fazer tudo parecer real. Isso prende o público porque parece o mundo que temos visto no noticiário nesses anos. Então acho que essa é a ideia, fica até parecendo um documentário caro de se produzir.

O que você pode nos contar sobre seu personagem?

Bem, cada filme da franquia tem um “contato” e eu sou o novo. Mas sinto que dessa vez (o diretor) Paul Greengrass tentou dar um pouco mais de profundidade para ele, para que o público possa entender suas motivações, o motivo pelo qual ele está tão bravo com Bourne. Dessa vez, é um pouco mais pessoal que nos outros longas.

Ele é como uma máquina, incansável em sua busca. O que você acha que o motiva?

Remorso. Você passa sua vida fazendo algo, acreditando que aquilo é a coisa certa a se fazer. E subitamente outro soldado decide que aquele não é o jeito de agir e se liberta. Então o seu mundo deixa de ser tão real.

Você consegue se identificar com ele de alguma forma para justificar as ações dele?

Bem, você sempre dá um jeito, mas não é algo consciente. Como ator, eu tento entender o que ele está fazendo e por que ele faz o que faz. Aí você só vai vivenciando as suas cenas e, eventualmente, isso se torna um personagem (risos).

Matt faz muitas de suas cenas de ação. E você, como lidou?

Você faz as cenas que pode. Essas sequências perigosas são uma forma de arte e são muito difíceis. Então você até pode fazer as cenas de luta, mas o que eles fazem com os carros, nesse filme, você não consegue fazer como ator. E, de qualquer forma, o seguro não cobre (risos).

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