Cuca questiona ligação de Guardiola a Gabriel Jesus: “O clube autorizou?”

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Treinador do Palmeiras demonstra insatisfação com o assédio do Manchester City, mas fica tranquilo desde que o atacante não saia em meio ao Campeonato Brasileiro

Ao vir à tona a informação de que Pep Guardiola conversou diretamente com Gabriel Jesus para falar do interesse do Manchester City, o técnico do Palmeiras externou sua insatisfação nesta sexta-feira, uma semana depois de ter tido ciência do fato por meio do próprio atacante.

– Tem que ver se o Mattos (Alexandre Mattos, diretor de futebol) autorizou nosso jogador a falar com o Guardiola. Mas não tem problema. Desde que ele fique até o final do ano, não tem problema – disse o treinador, ao ser questionado sobre o assunto em entrevista coletiva.

Há exatamente uma semana, Gabriel Jesus chamou Cuca para um bate-papo em particular, no gramado da Academia de Futebol. Na ocasião, o técnico não revelou o que havia sido dito e limitou-se a explicar que havia passado conselhos sobre o futuro de sua carreira.

Apesar da discrição, o GloboEsporte.com apurou com pessoas próximas ao atacante de 19 anos que foi justamente a conversa ao telefone com Guardiola que o motivou a procurar o treinador palmeirense.

Desde que ele fique até o final do ano, não tem problema
Cuca

Nesta sexta-feira, quando questionado, Cuca fez questão de apontar diferença entre os telefonemas feitos para jogadores recém-chegados ao clube, como o atacante Róger Guedes e o meio-campista Tchê Tchê, e a atitude do espanhol do Manchester City.

– Desde que ele seja liberado pelo clube, como foi o Tchê Tchê e o Guedes, sim. Conversei com o Tchê Tchê porque tive autorização do Vampeta (presidente do Audax). Conversei com o Guedes porque tive autorização do Criciúma – comparou, visivelmente insatisfeito com o assédio ao seu artilheiro, que, a serviço da seleção olímpica, pode desfalcar o time em até seis rodadas do Campeonato Brasileiro.

O Manchester City mantém conversas com os representantes do atacante e o Palmeiras. Mas o clube brasileiro, apoiado no contrato até dezembro de 2019, não aceita liberá-lo antes do final da competição nacional. Além disso, por ter apenas 30% dos direitos econômicos, estuda um modelo de negócio em que financeiramente possa ser melhor compensado.

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