Criança de 12 anos descreve assédio de professor na sala de aula

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Francisco Paulo Tambra, suspeito de assediar aluna de 12 anos, em ariranha

A estudante de 12 anos que afirma ter recebido áudios e mensagens de um professor de matemática com conteúdo sexual, em Ariranha (SP), contou em entrevista à TV TEM de Rio Preto. que o assédio começou dentro de sala de aula.

O caso veio à tona depois que a mãe dela encontrou no celular da filha conversas mantidas com o professor e foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

“Tudo começou na escola e depois foi para o celular. Ele me elogiava e perguntava de quem eu gostava. Nestes últimos tempos, ele falava que meu corpo era covardia, que era covardia eu estar da forma como estava. Ele ficava olhando”, afirma a menina.

Segundo a garota, o professor apresentava comportamentos diferentes. Na sala de aula, ele mantinha um comportamento sério, mas no WhatsApp era mais direto.

“Foi muito difícil conviver com as duas pessoas que ele era. Na sala de aula, ele era reservado, mas quando saía da escola começava pelo telefone”, diz a garota.

Foto mostra mensagens enviadas pelo professor para o WhatsApp da menina  — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Foto mostra mensagens enviadas pelo professor para o WhatsApp da menina — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A criança  diz que ficou assustada, mas que não entendia muitas coisas que o professor dizia nas mensagens. Com isso, ela conta que não quer retornar à escola.

“Ele foi me apresentando aquilo e me perguntava se eu sentia aquelas coisas que ele sentia por mim. Eu fiquei assustada, mas na verdade, o pessoal da sala tinha me alertado dizendo que ele queria fazer coisas comigo, mas eu sempre levei na brincadeira. Quando descobri, eu assustei bastante”, alega a menina.

“Eu tinha medo de falar para ele que não queria. Agora eu não quero voltar para escola porque sei que todos vão ficar me olhando diferente. Eu tenho certeza que eu se eu voltar, tudo vai lembrar ele”, diz a aluna.