Crescimento sustentável

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Geovana Donella - Colunista do Jornal BOM DIA

Depois de um período de crise longo como o que atravessamos, o primeiro sinal de terra firme, de solo propício para o crescimento assusta. É normal. Empresas e empresários que sobreviveram a todas as intempéries dos últimos anos querem -e é justo que queiram – deixar para trás todo tipo de incerteza e voltar a crescer.

Mas como se faz isso? As estruturas das empresas ficaram mais enxutas, áreas foram reduzidas ao mínimo possível para caber no orçamento e agora, ao primeiro sinal de aumento de demanda, fazem falta. Muita falta.

O primeiro passo é planejar as próximas etapas. O empreendedor que conta com um Conselho de Administração nesta hora sente que não está sozinho, que tem o apoio e a experiência de um time vivido que vai ajudar a desenhar as próximas etapas – de forma madura e consciente – e mais do que isso monitorar os próximos passos para garantir que tudo caminha na direção correta.

É fundamental também pensar na composição do Conselho de Administração, pois a presença de conselheiros independentes faz toda a diferença. Gente com vivência e experiência diferenciadas confere um novo olhar ao negócio.

Longos períodos de recessão ou de estagnação deixam o mercado sedento por voltar a prosperar. Em algumas áreas isso é evidente. O mercado imobiliário é uma delas, pois as pessoas casam, têm filhos e precisam comprar novos imóveis. Mesmo em tempos de crise. O mesmo acontece com eletrodomésticos, artigos de vestuário. Na crise, as compras são suspensas, mas com o passar do tempo as necessidades aparecem e o consumidor vai as compras. Não há como evitar.

É preciso analisar cada setor, cada empresa, cada plano de negócios e desenhar como será daqui para frente. O quanto investir, o quanto será possível crescer e como a empresa deverá estar preparada para suportar este aumento de demanda e viabilizar um crescimento sustentável dos negócios. Sem improvisos, sem amadorismos, pois não há mais tempo para errar.

Ao contrário, é hora de pensar mais longe, olhar como queremos a empresa em 5 ou 10 anos e começar a colocar em prática tudo aquilo que é necessário para chegar lá. O mundo moderno exige compliance, não perdoa deslizes de nenhum tipo, por isso a Governança Corporativa se torna essencial. O olhar do todo, a empresa vista como um organismo com vários órgãos funcionando em perfeita harmonia. Rumo ao sucesso.

 

 

Geovana Donella é Conselheira de Administração de várias empresas e especialista em Governança Corporativa.