CPI da carne em Marília ouve novas testemunhas e prorroga prazo

0
Discussão durante depoimento da CPI da carne

A CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) da carne, instalada na Câmara Municipal de Marília ganhou mais 90 dias para investigação do caso. A portaria foi publicada no Diário oficial desta terça-feira (19).

Segundo o presidente da Comissão, vereador Luiz Eduardo Nardi, a investigação não deve usar todo o prazo.

Hoje (20), durante a tarde, a CPI ouviu mais duas testemunhas.

O assessor de Gestão e ex-secretário da Administração, José Faneco, que disse não saber de nada, e chegou a ironizar dizendo que está como a letra do samba: “nunca vi, só ouço falar”.

Também foi ouvido o secretário da Fazenda, Levi Gomes, que iniciou seu depoimento com indignação afirmando falta de isenção dos vereadores no caso, o que irritou o presidente da CPI, vereador Luiz Nardi.

“Isso aqui virou palanque político”, disse o secretário. Nardi pediu respeito com o trabalho da Comissão, “um absurdo o que Senhor está dizendo e uma ofensa com toda Câmara e com essa CPI”. A audiência foi tensa, e terminou com discussão.

Sobre o caso da carne, o secretário disse que nem sabia onde se localizava a cozinha piloto, antes de ir à vistoria, acompanhado da Comissão Parlamentar. E que a única coisa que conhecia sobre a carne da merenda é de uma entrega feita pelo fornecedor da Prefeitura, que era de péssima qualidade, e solicitando substituir o produto, porém desconhecia qualquer assunto sobre moer ou recongelar carne.

As investigações já apuraram que a causa da perda de 7 toneladas de carne na cozinha piloto, foi o recongelamento. Vários fatores apontam como hipóteses para que os funcionários tenham adotado este procedimento de descongelar, moer e congelar novamente, desde uma quantidade armazenada acima da demanda das escolas ao freezer que estava com defeitos. O prejuízo aos cofres públicos foi de 160 mil reais.

Nesta quinta-feira (21) o prefeito Daniel Alonso será ouvido.