Corinthians tem pela frente sequência que pode definir futuro dele e de Osmar Loss

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Osmar Loss em treino do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Técnico convive com forte pressão da torcida após más atuações e resultados ruins

As vaias vindas das arquibancadas da Arena Corinthians no empate com o Atlético-MG, no último sábado, transformaram a próxima sequência de jogos do Corinthians em um desafio para o time e o técnico Osmar Loss.

Corinthians tem pela frente três jogos que podem determinar o futuro do clube e do próprio treinador em 2018::

  • Ceará, dia 5, às 20h, no Castelão, pelo Brasileirão
  • Palmeiras, dia 9, às 16h, na arena do rival, pelo Brasileirão
  • Flamengo, dia 12, às 21h45, no Maracanã, pelas semifinais da Copa do Brasil

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, já disse publicamente que a prioridade é a Copa do Brasil, mas o clube vive o dilema de não poder abandonar o Campeonato Brasileiro. Se não for campeão do torneio mata-mata, o Timão terá de buscar uma vaga na Libertadores de 2019 na competição de pontos corridos.

Por conta disso, os dois próximos jogos no Brasileirão poderão ser decisivos. O Corinthians está em sétimo lugar, com 30 pontos, cinco abaixo do Atlético-MG, já dentro do G-6. Vencer o vice-lanterna Ceará (20 pontos) é fundamental para a equipe não perder contato com os primeiros colocados.

O Dérbi ganha ainda mais peso pelo aspecto emocional. Osmar Loss ainda não venceu os clássicos desde que foi efetivado como treinador da equipe profissional – perdeu para o São Paulo (3 a 1) e empatou com o Santos (1 a 1).

Vencer o arquirrival aliviaria a pressão da torcida sobre o treinador, bastante questionado pelo rendimento da equipe e por algumas decisões durante as partidas – foi vaiado ao tirar Romero para colocar Mateus Vital no segundo tempo contra o Atlético-MG. Uma derrota só fará aumentar a cobrança da Fiel.

– O Loss é um cara muito competente, um cara que o grupo gosta bastante, acho que o nível de treinamento que ele tenta propor é muito bom. Ele não está aqui de paraquedas. É um cara que a gente pede um pouco de paciência, porque não foi só a comissão que mudou. Então é difícil manter o nível que tivemos no ano passado. A gente sabia que nesse ano poderia sim ter esses altos e baixos. A equipe não vive em um momento com uma confiança boa, mas temos que ter força, união e apoio à comissão para as coisas ficarem mais fáceis – afirmou o volante Gabriel.

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, no CT Joaquim Grava (Foto: Bruno Cassucci)
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, no CT Joaquim Grava (Foto: Bruno Cassucci)

Eliminado da Libertadores e distante da briga pelo título brasileiro, o Corinthians vai apostar tudo na Copa do Brasil. O Timão corre por fora na disputa contra três rivais com investimento muito superior, como Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro. A diretoria, aliás, entende que pode até tirar proveito de chegar às semifinais como, teoricamente, a equipe mais fraca.

Em campo, Loss tem cinco dias para recuperar jogadores desgastados fisicamente e acertar o time titular, principalmente a carência na construção das jogadas de ataque.

Andrés Sanchez já garantiu que não cogita trocar de técnico neste momento, mas a pressão da torcida aumenta a cada rodada. O Dérbi e a Copa do Brasil podem definir o futuro de Osmar Loss.