Comunista acredita que eleição pode tirar Brasil da crise

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Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes

Mesmo entendendo que a esquerda terá dificuldades nas eleições
deste ano, Orlando Silva ainda sinaliza com uma possibilidade,
apostando na insegurança política que se instalou

O ex-ministro dos Esportes, do governo Lula, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB) participou da conferência de seu partido, em Rio Preto, no sábado (11), quando falou do momento político vivido pelo Brasil. Para ele, a greve dos caminhoneiros “derrubou o crescimento do país em 2018”. Sobre eleições, Silva deixou claro que vê dificuldades para manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a presidente.

Ao falar aos comunistas, Orlando Silva foi direto ao afirmar que a situação não é favorável á esquerda. Ele entende que mesmo com o apoio de toda a esquerda ao projeto petista é preciso entender que as dificuldades são grandes. “Temos que ter os pés no chão”, disse.

Para Orlando Silva, o Brasil vive um dos momentos mais difíceis. “Temos um momento delicado de uma crise econômica nacional, combinado com um momento de muita instabilidade política”. Orlando Silva atribiu a crise política ao senador Aércio Neves (PSDB), que em 2014 perdeu a eleição para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Após a eleição de 2014, o derrotado, Aécio Neves, não reconheceu a vitória de quem venceu, por temos um ambiente de instabilidade política”, afirmou
Mesmo entendendo que a esquerda terá dificuldades nas eleições deste ano, Orlando Silva ainda sinaliza com uma possibilidade, apostando na insegurança política que se instalou. “Hoje há uma total indefinição do quadro político do País. O mais grave é que ao lado da crise econômica e crise política, há uma crise institucional”, disse.

Para o comunista, o mais grave na atual situação do Brasil é a crise institucional. ”Virou lugar comum, o choque entre os poderes Legislativo e Executivo, do Executivo e Judiciário. Isto pode pôr em risco a nação brasileira”, acredita. Ele também entende que a eleição pode abrir uma nova fase. ”Precisamos virar a página da história do Brasil neste momento de instabilidade”, disse.