Como a bicicleta fez destinos de Cristiano Ronaldo e Juve se cruzarem após 15 anos

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Foto: Divulgação

Craque esteve perto de defender a Velha Senhora quando ainda era uma promessa do Sporting. Pintura em Turim em abril fez dirigentes sonharem com contratação – e não é que deu certo?

O ano era 2003. A Juventus havia enviado um olheiro para Lisboa, onde jogava um português bom de bola com a camisa do Sporting – ele se chamava Ricardo Quaresma. Mas Gianni Di Marzio acabou se interessando mesmo é por Cristiano Ronaldo, um gajo de 18 anos, pernas muito mais finas e um sorriso não tão perfeito naquela partida contra o Benelenses. O observador indicou que a Velha Senhora fizesse logo uma proposta.

Foram oferecidos 2,5 milhões de euros e mais o chileno Marcelo Salas, de pouco sucesso em sua passagem por Turim. O sul-americano, porém, não gostou de ser tratado como moeda de troca e optou por voltar ao River Plate – enquanto os portugueses também relutavam em liberar uma joia por esse valor em história contada pela revista “France Football”. Não havia mais negócio. Meses depois, acabaria no Manchester United de Alex Ferguson – e você já conhece o resto…

Corta para 2018. Em abril, pelas quartas de final da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo marcou um dos gols mais belos dentre os 658 de sua carreira profissional. Uma bicicleta plástica, beirando a perfeição, o suficiente para deixar Buffon estático.

Com a camisa do Real Madrid, foi aplaudido pela torcida rival – a da Juventus –, que já poderia ter comemorado algumas centenas de vezes com quem é hoje cinco vezes o melhor do mundo (talvez seis em setembro) caso o destino fosse um pouquinho mais generoso.

Os caminhos finalmente se cruzaram naquela noite. Com 15 anos de atraso, a Juventus decidiu que era o momento de arriscar. Multiplicou a sua oferta até chegar aos 112 milhões de euros (R$ 504 milhões na cotação atual), valor que agradou a ela, ao Real Madrid e ao empresário do craque, Jorge Mendes.

Aos 33 anos, Cristiano assinou por quatro temporadas e foi apresentado na última segunda-feira num grande evento dentro do mesmo estádio em que pedalou no ar. Não foi uma simples coincidência.

– A ideia louca nasceu depois do primeiro jogo aqui, quando o Cristiano recebeu uma ovação em pé depois do gol de bicicleta. Durante aquela semana, ouvimos do seu agente que o Cristiano tinha ficado encantado por toda a atenção que recebeu e que gostaria de um dia jogar pela Juventus um dia. Eu disse a ele: “Tudo bem, eu entendo. Há muitos sonhos, mas só alguns se tornam realidade” – disse Fabio Paratici, diretor-esportivo da Juventus, à TV italiana “Sky Sport”.

– Depois, quando nos reunimos de novo por causa do João Cancelo (lateral português também contratado), ele me explicou a situação e aceitamos a ideia. Falei com o presidente, até porque precisávamos que os números fossem garantidos, eram a parte mais difícil do processo. Ele precisou de algumas horas e me ligou: “Vai em frente, tente ver se realmente há uma chance” – completou.

Cristiano Ronaldo ao lado de Fabio Paratici, diretor esportivo da Juventus, em sua apresentação (Foto: Getty Images)
Cristiano Ronaldo ao lado de Fabio Paratici, diretor esportivo da Juventus, em sua apresentação (Foto: Getty Images)

Paratici esteve ao lado de Cristiano Ronaldo na entrevista coletiva que reuniu mais de 200 jornalistas de todo o mundo. Ele explicou que todo o negócio correu naturalmente.

– Era uma oportunidade concreta, uma chance única de trazer um jogador que é reconhecido de forma universal como o mais forte do mundo, o mais determinado, até mesmo aquele que ganhou o maior número de títulos. Quando há negociações entre dois grandes clubes, e você tem a terceira parte que é a vontade do jogador, assim como um grande profissionalismo por parte dos agentes, fica mais fácil para fazer os negócios e as transferências acontecerem.

ano era 2003. A Juventus havia enviado um olheiro para Lisboa, onde jogava um português bom de bola com a camisa do Sporting – ele se chamava Ricardo Quaresma. Mas Gianni Di Marzio acabou se interessando mesmo é por Cristiano Ronaldo, um gajo de 18 anos, pernas muito mais finas e um sorriso não tão perfeito naquela partida contra o Benelenses. O observador indicou que a Velha Senhora fizesse logo uma proposta.

Foram oferecidos 2,5 milhões de euros e mais o chileno Marcelo Salas, de pouco sucesso em sua passagem por Turim. O sul-americano, porém, não gostou de ser tratado como moeda de troca e optou por voltar ao River Plate – enquanto os portugueses também relutavam em liberar uma joia por esse valor em história contada pela revista “France Football”. Não havia mais negócio. Meses depois, acabaria no Manchester United de Alex Ferguson – e você já conhece o resto…

Corta para 2018. Em abril, pelas quartas de final da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo marcou um dos gols mais belos dentre os 658 de sua carreira profissional. Uma bicicleta plástica, beirando a perfeição, o suficiente para deixar Buffon estático.

Com a camisa do Real Madrid, foi aplaudido pela torcida rival – a da Juventus –, que já poderia ter comemorado algumas centenas de vezes com quem é hoje cinco vezes o melhor do mundo (talvez seis em setembro) caso o destino fosse um pouquinho mais generoso.

Os caminhos finalmente se cruzaram naquela noite. Com 15 anos de atraso, a Juventus decidiu que era o momento de arriscar. Multiplicou a sua oferta até chegar aos 112 milhões de euros (R$ 504 milhões na cotação atual), valor que agradou a ela, ao Real Madrid e ao empresário do craque, Jorge Mendes.

Aos 33 anos, Cristiano assinou por quatro temporadas e foi apresentado na última segunda-feira num grande evento dentro do mesmo estádio em que pedalou no ar. Não foi uma simples coincidência.

– A ideia louca nasceu depois do primeiro jogo aqui, quando o Cristiano recebeu uma ovação em pé depois do gol de bicicleta. Durante aquela semana, ouvimos do seu agente que o Cristiano tinha ficado encantado por toda a atenção que recebeu e que gostaria de um dia jogar pela Juventus um dia. Eu disse a ele: “Tudo bem, eu entendo. Há muitos sonhos, mas só alguns se tornam realidade” – disse Fabio Paratici, diretor-esportivo da Juventus, à TV italiana “Sky Sport”.

– Depois, quando nos reunimos de novo por causa do João Cancelo (lateral português também contratado), ele me explicou a situação e aceitamos a ideia. Falei com o presidente, até porque precisávamos que os números fossem garantidos, eram a parte mais difícil do processo. Ele precisou de algumas horas e me ligou: “Vai em frente, tente ver se realmente há uma chance” – completou.

Cristiano Ronaldo ao lado de Fabio Paratici, diretor esportivo da Juventus, em sua apresentação (Foto: Getty Images)
Cristiano Ronaldo ao lado de Fabio Paratici, diretor esportivo da Juventus, em sua apresentação (Foto: Getty Images)

Paratici esteve ao lado de Cristiano Ronaldo na entrevista coletiva que reuniu mais de 200 jornalistas de todo o mundo. Ele explicou que todo o negócio correu naturalmente.

– Era uma oportunidade concreta, uma chance única de trazer um jogador que é reconhecido de forma universal como o mais forte do mundo, o mais determinado, até mesmo aquele que ganhou o maior número de títulos. Quando há negociações entre dois grandes clubes, e você tem a terceira parte que é a vontade do jogador, assim como um grande profissionalismo por parte dos agentes, fica mais fácil para fazer os negócios e as transferências acontecerem.