Comissão Processante que investiga vice-prefeita de Sorocaba entrega relatório final

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Jaqueline Coutinho é acusada pelo Ministério Público de falsidade ideológica — Foto: Reprodução/TV TEM

Jaqueline Coutinho é suspeita de ter usado um funcionário do Saae para serviços particulares em horário de expediente.

A Comissão Processante que investiga uma possível infração político-administrativa por parte da vice-prefeita de Sorocaba (SP), Jaqueline Coutinho (PTB), entregou o relatório final ao presidente da Câmara, vereador Fernando Dini (MDB), na manhã desta quarta-feira (3).

O documento foi entregue pelo presidente da comissão, vereador Luis Santos (Pros), juntamente com o relator, Anselmo Neto (PSDB), e Engenheiro Martinez (PSDB), membro da CP.

A conclusão das investigações será apresentada na sessão ordinária desta quinta-feira (4). A votação pode ser feita antes do recesso parlamentar.

A defesa da vice-prefeita protocolou as alegações finais à Comissão Processante na tarde de terça-feira (2). Na última quinta-feira (27), ela prestou depoimento na Câmara acompanhada do advogado.

Jaqueline é suspeita de ter usado um funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) para serviços particulares em horário de expediente.

O caso, conhecido como “Marido de Aluguel”, também é investigado na Justiça. Jaqueline Coutinho, o diretor do Saae, Ronald Pereira; e o ex-servidor Fábio Antunes são réus, acusados pelo Ministério Público de falsidade ideológica.

Jaqueline também responde por crime de responsabilidade de prefeito, pois as possíveis irregularidades teriam sido praticadas nos dias em que ela esteve à frente da prefeitura.

Depoimento

No depoimento à CP, a vice-prefeita confirmou que Fábio buscava o filho dela na escola e disse que acreditava que ele fazia o trajeto no horário de almoço.

Uma das provas anexadas ao processo é o relatório de entrada e saída do motorista do condomínio onde Jaqueline mora.

A vice-prefeita afirma que pediu o relatório particularmente e que, com o documento, chegou à conclusão de que as informações do sistema de segurança são incompatíveis com a rotina dela.

Jaqueline destacou ainda que a situação veio à tona há quase dois anos. A denúncia foi feita pelo prefeito José Crespo (DEM) logo depois que ela levou à Corregedoria a informação de que a então assessora dele havia apresentado um diploma falso para ocupar o cargo.