Cliente relembra tensão em assalto aos Correios de Pardinho: ‘Disseram para ficar quietinho’

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Delegado Paulo Buchignani explica que o caso será investigado pela Polícia Federal (Foto: Reprodução / TV TEM)

Edna era um dos 30 clientes que ficaram sob a mira de armas durante ação de quatro assaltantes. Polícia diz que imagens podem identificar suspeitos, que agiram sem capuz.

Foram cerca de 50 minutos de muita tensão e nervosismo. Assim a autônoma Edna D’Angelo descreveu os momentos que viveu nesta quarta-feira (16) durante um assalto a uma agência dos Correios de Pardinho (SP). No fim da manhã, quatro homens armados invadiram o local, anunciaram o assalto e fizeram cerca de 30 reféns.

“Eles disseram pra gente ficar quietinho porque não queriam levar nada dos clientes. Eles não imaginavam que ia chegar tanta gente, mas daí todos que foram chegando eram colocados lá no fundo [da agência]”, relembra a autônoma.

Homens armados invadem agência dos Correios em Pardinho
Homens armados invadem agência dos Correios em Pardinho

Havia pelo menos 30 pessoas na agência durante a ação dos criminosos, que ficaram no local por aproximadamente 50 minutos. Este tempo foi o necessário para aguardar o horário em que a trava de segurança do cofre é liberada. Durante esse período, todos os clientes que chegavam à agência eram mantidos reféns em salas e corredores.

Autônoma Edna D'Angelo era um dos 30 reféns:
Autônoma Edna D’Angelo era um dos 30 reféns: “Foram colocando os clientes lá no fundo” (Foto: Reprodução / TV TEM)

Segundo as informações das testemunhas, os criminosos rasgaram diversas correspondências em busca de mercadorias. E fugiram levando dinheiro e bens que estavam no cofre além das carteiras e celulares das vítimas. O prejuízo ainda será calculado pelos Correios.

Após a ação criminosa a agência ficou fechada para o trabalho da perícia. Ninguém ficou ferido. O delegado Paulo Buchignani explicou que os assaltantes agiram sem capuz e que, por isso, as investigações poderão fazer a identificação de eventuais suspeitos.

“Já temos imagens que facilmente poderemos usar em reconhecimento com algum suspeito e já pedimos a perícia nessas imagens ao Instituto de Criminalística de Botucatu. E encaminhamos o caso à Polícia Federal de Bauru, que é o órgão competente para apurar delitos como esse”, explicou o delegado.

Delegado Paulo Buchignani explica que o caso será investigado pela Polícia Federal (Foto: Reprodução / TV TEM)
Delegado Paulo Buchignani explica que o caso será investigado pela Polícia Federal (Foto: Reprodução / TV TEM)