Casos de sarampo sobem para 12 em Sorocaba, diz prefeitura

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Foto: Reprodução/TV TEM

Os casos de sarampo em Sorocaba (SP) chegaram a 12 confirmados, informou a prefeitura de Sorocaba (SP) nesta segunda-feira (12). Pela manhã, o Executivo havia informado dez casos na cidade.

Até a semana passada, Sorocaba tinha cinco casos confirmados, dobrando o número de vítimas da doença.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que ampliou a vacinação contra sarampo para bebês com idade entre seis meses e um ano nas 39 cidades que estão com surto da doença. A prefeitura de Sorocaba informou que vai seguir a recomendação do Governo Federal.

Segundo Ane Pontes, que é supervisora de imunização de Sorocaba, a cidade já adquiriu mais quatro mil doses. A distribuição das doses começou nesta segunda-feira e, por isso, nem todos os postos terão a vacina imediatamente.

“A gente começa a logística distribuindo essas vacinas que já estão indo para as Unidades Básicas de Saúde, mas esse quantitativo atende apenas a necessidade de vacinação dessas crianças. Como a gente já tem uma logística de vacinar com um ano e com 15 meses, já solicitamos mais um quantitativa para o Estado. Mas considerando o quadro epidemiológico do município, esse aumento significativo, a gente opta por iniciar já e tentar providenciar o restante da vacina para atender essa demanda”, explica

A supervisora diz ainda que por conta do número elevado de casos confirmados na cidade, não foi possível quebrar a circulação de vírus e os bebês, de seis meses a um ano, não têm nenhuma dose da vacina. Aqueles que tiveram aleitamento materno até os seis meses estão protegidos porque as defesas passaram pelo leite.

Porém, de acordo com Ane, a partir dos seis meses, o índice de aleitamento materno cai muito e até um ano de idade, que é o período em que o bebê receberia a primeira dose da vacina contra o sarampo, o período é muito longo.

“Com a circulação do vírus, a gente aplica a vacina para o caso dele ter contato e para que não desenvolva a doença. Se ele desenvolver, que seja de uma forma branda”, afirma.

A supervisora ressalta que essa vacina não anula as vacinas de um ano e a de 15 meses, já que é uma campanha para vacinar fora do calendário de vacinação.

A dose que está no calendário é a da tríplice viral, que protege, além do sarampo, contra caxumba e rubéola e tem que ser tomada com 12 meses e o reforço com 15 meses.

A recomendação do Governo Federal foi feita por conta do número alto de casos de sarampo. Em todo o estado, são quase mil casos e a incidência em bebês menores de seis meses é de mais de 13%.

“A carteirinha de vacina não é documento de criança. Todo mundo precisa ter. Até porque os adultos circular, viajam mais e carregam esses vírus muito mais do que as crianças. Então é muito importante que todos atualizem suas carteirinhas”, reforça a supervisora.

Em Jundiaí, a prefeitura disse que tem doses suficientes e que vai atender a recomendação do Governo do Estado.