Buffarini comemora fim da novela e não se preocupa com futuro de Bauza

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Lateral-direito, que vestirá a camisa 18, diz que o São Paulo queria contratá-lo desde o ano passado e ressalta que técnico merece chance de assumir a seleção argentina

Contratado por US$ 1,8 milhão (R$ 6,6 milhões), o lateral-direito argentino Buffarini, que vestirá a camisa 18, foi apresentado nesta sexta-feira no São Paulo comemorando o fim de uma novela que já durava mais de um ano.

O defensor e o diretor executivo do clube, Gustavo Vieira de Oliveira, informaram no início da coletiva que o Tricolor já tinha interesse na contratação desde o ano passado, mas o acerto financeiro não foi possível com o San Lorenzo, ex-clube do jogador.

Durante a apresentação, Buffarini, inclusive, falou sobre a relação com o técnico Edgardo Bauza, que pediu insistentemente a sua chegada.

– Já se vinha falando do meu nome antes da chegada do Patón. Depois que ele chegou, o interesse se tornou mais forte. Tenho confiança no Patón pelo que vivemos por dois anos no San Lorenzo. Vou tratar de retribuir em campo toda a confiança que estão depositando em mim – afirmou o atleta, campeão da Libertadores em 2014 sob o comando de Bauza.

E como será caso o treinador deixe o Tricolor para assumir a seleção argentina? Patón é um dos cotados para ficar com a vaga que era de Tata Martino.

– Com respeito ao Patón, quem me contratou foi o São Paulo. Se ele assumir a Argentina, ficarei feliz porque ele merece, sei o quanto é capaz. É o sonho de qualquer treinador comandar a seleção do seu país. Mas minha cabeça está totalmente voltada para o São Paulo.

Veja os outros tópicos da entrevista de Buffarini:

Gustavo Vieira de Oliveira Buffarini São Paulo (Foto: Marcelo Prado)Buffarini foi apresentado nesta sexta no CT da Barra Funda (Foto: Marcelo Prado)

Ida de Bauza para a seleção facilitaria convocação na Argentina?
– Sempre tem algum treinador com uns dois jogadores de sua confiança, e na Argentina muito mais. Tive a possibilidade de ir com Sabella, com Martino se falou muito na Argentina. Porém, na realidade, o técnico que for tomará sua decisão. Para mim é treinar bem e demonstrar no fim de semana que posso estar à altura.

Tensão durante a espera da resposta da Fifa
– Foi uma semana de muita ansiedade. Sempre eu perguntando a cada minuto a meu representante se tinha saído ou não. Foi complicado porque tinha muita vontade de vir para cá. Estou muito contente, onde eu queria estar.

Relação com o São Paulo antes de ser contratado
– Segui o São Paulo toda a Libertadores. Sei que teremos a partida de domingo às 11h (contra a Chapecoense, no Morumbi), depois contra o Atlético-MG (na próxima quinta, às 19h30, outra vez no Morumbi). Temos de ganhar para poder chegar à Libertadores. Tenho seguido muito.

Qual posição gosta de jogar?
– Sempre fui volante pela direita e nos últimos três anos fui de lateral. Eu me adaptei. Também posso jogar na ponta. É uma decisão do técnico e eu tenho somente que trabalhar.

Expectativa de repetir o sucesso do San Lorenzo
– A expectativa é a mesma de quando cheguei ao San Lorenzo. Tomara que passe as mesmas coisas, de ganhar muita coisa, o Mundial de clubes. Ainda mais um clube como o São Paulo, com a história que tem, a torcida que sempre está apoiando. Seria um sonho.

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