Brasil faz dois nos acréscimos, e Neymar chora em vitória sofrida sobre a Costa Rica

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Primeiro tempo complicado (Foto: Reuters)

Em segundo tempo de gols perdidos e pênalti anulado pelo VAR, Tite vai ao ataque, e Seleção respira na Copa do Mundo

RESUMÃO

  • O JOGO

    Por Alexandre Lozetti, Edgard Maciel de Sá e Tossiro Neto

    São Petersburgo, Rússia

    Milhões e milhões de gargantas desentalaram nos acréscimos. O grito de gol veio à boca inúmeras vezes, mas parou no travessão, parou em Keylor Navas, parou numa rara má pontaria de Neymar, parou até no VAR, que anulou pênalti em cima do camisa 10. Quando o empate era uma realidade dura, Philippe Coutinho apareceu para concluir na grande área e fazer o Brasil respirar na Copa do Mundo. Respirar, tocar, tocar, tocar, dar olé e esperar o segundo, de Neymar, para o jogo poder acabar. Ao apito final se seguiram muitas lágrimas do atacante, ainda longe das condições ideais, mas sem um enorme peso nos ombros. Agora com quatro pontos, o Brasil vai decidir seu futuro contra a Sérvia, na próxima quarta-feira. Poderá passar em primeiro, em segundo ou nem avançar. Depende de outros resultados. Mas o futuro clareou após os gols no fim.

    Neymar
    Neymar (Foto: REUTERS/Lee Smith)
  • DESTAQUE
  • 1º TEMPO

    Durante todo o primeiro tempo, o Brasil teve estatísticas melhores do que as da Costa Rica, mas isso só foi materializado em bom futebol numa mínima parte. Quando acelerou o jogo, a equipe conseguiu achatar o adversário em sua área, mas não concluiu. A melhor chance de gol, aliás, foi da Costa Rica. Num avanço pela direita, Borges recebeu livre na área e finalizou mal. Neymar, Willian e Gabriel Jesus outra vez ficaram abaixo, embora o camisa 9 tenha tido um gol bem anulado por impedimento. Como num replay da estreia, Coutinho se destacou nesses primeiros 45 minutos.

    Primeiro tempo complicado
    Primeiro tempo complicado (Foto: Reuters)
  • DESTAQUE
  • 2º TEMPO

    Até Coutinho e Neymar marcarem, aos 46 e 53 minutos, foram inúmeras as chances perdidas por um Brasil, dessa vez sim, melhor na prática. Com Douglas Costa no lugar de Willian, a equipe teve amplitude necessária para encontrar espaços na defesa da Costa Rica. Gabriel Jesus cabeceou no travessão, Navas fez boas defesas, a zaga cortes milagrosos, e quando não havia costarriquenhos no caminho, Neymar, num tapa de direita, desperdiçou chance rara. O pênalti anulado pelo árbitro foi como a certeza de que poderia haver mais dezenas de minutos e o gol não sairia. Nem toda certeza se concretiza. Felizmente. A insistência do Brasil castigou a cera da Costa Rica.

    Segundo tempo de drama
    Segundo tempo de drama (Foto: REUTERS/Max Rossi)

    DESTAQUE

    VAR

    A agonia brasileira parecia que teria fim quando o holandês Bjorn Kuipers deu pênalti de González em Neymar. Mas o VAR, que não foi utilizado na estreia e provocou uma carta de reclamação da CBF para a Fifa, entrou em ação. O compatriota Danny Makkelie avisou e Kuipers voltou atrás.

    DESTAQUE

    FAGNER

    Mesmo há dois meses sem jogar, o lateral-direito substituiu o lesionado Danilo em alto nível. Apresentou-se para o jogo o tempo todo e cruzou para Gabriel Jesus cabecear no travessão.

    Fagner foi titular pela primeira vez
    Fagner foi titular pela primeira vez (Foto: Reuters)

    DESTAQUE

    PÚBLICO

    64.468 pessoas assistiram ao empate sem gols entre Brasil e Costa Rica, em São Petersburgo.

    DESTAQUE

    JESUS E FIRMINO

    Foi só a segunda vez que Tite deixou os dois centroavantes juntos em campo. Antes, apenas sete minutos na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na última rodada das eliminatórias. Dessa vez, Firmino entrou no lugar de Paulinho e cumpriu uma função mais recuada, como meia. No lance decisivo do jogo, Firmino disputou por cima e Jesus por baixo, antes que Coutinho fizesse o gol. Ponto para a ousadia de Tite.

    DESTAQUE

    COUTINHO, O DESTAQUE DO JOGO

    O autor do primeiro gol do jogo foi eleito pela Fifa o nome da partida, após votação pela internet.