Bispo de Rio Preto investigado pelo Vaticano em denúncias de abusos sexuais deixa cargo ligado à CNBB

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Dom Tomé não consegue transferência e é pressionado a renunciar — Foto: TV TEM/Reprodução

Bispo deixou a coordenação regional da arquidiocese que cobre as regiões de Barretos, Catanduva, Jales, Votuporanga e Rio Preto (SP). Dom Tomé ainda não se manifestou.

O bispo da diocese de São José do Rio Preto (SP), dom Tomé Ferreira da Silva, renunciou ao cargo de coordenador regional da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), na última sexta-feira (21). O cargo está vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é responsável por cuidar dos bispados das regiões de Barretos, Catanduva, Jales, Votuporanga e Rio Preto.

Dom Tomé entregou o cargo de representante da sub-região da arquidiocese de Ribeirão Preto durante reunião com os bispos das dioceses de Barretos, Catanduva, Jales e Votuporanga, que estavam subordinados ao bispo de Rio Preto.

Ele foi eleito coordenador regional em 2015 para um mandato de quatro anos. O bispo de Barretos, dom Milton Kenan Júnior, assumiu o comando da regional no lugar de dom Tomé. Ele fica na vaga de coordenador até junho de 2019, quando terminaria o mandato do bispo de Rio Preto.

A CNBB confirmou a renúncia de dom Tomé, mas a assessoria da instituição não se manifesta sobre a investigação do Vaticano. “O bispo (dom Tomé) se sente cansado e abatido. E a gente tem que respeitar”, completou o bispo de Barretos.

De acordo com dom Milton, uma das funções do coordenador regional da Arquidiocese de Ribeirão Preto é a de participar das reuniões na sede da CNBB Sul, em São Paulo, além de manter os bispos informados sobre as atividades realizadas nas cinco dioceses da regional.

A investigação

A Igreja Católica enviou um representante a Rio Preto para uma investigação sigilosa de denúncias de abusos sexuais que teriam ocorrido na Diocese, administrada pelo bispo Tomé Ferreira da Silva.

A apuração do Vaticano envolve denúncias de uma suposta omissão de dom Tomé em relação às denúncias de abuso sexual praticado por padres.

O representante indicado pelo Vaticano é dom José Negri, bispo da Diocese Santo Amaro e amigo pessoal do Papa Francisco.

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Dom José investiga denúncias na Diocese de Rio Preto (SP) — Foto: Divulgação