Bancos melhoram projeção para economia em 2019

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Bancos esperam melhora da atividade em 2019 — Foto: Divulgação

Itaú espera alta do PIB de 2,5% no ano que vem e Selic inalterada em 6,5% ao ano; Bradesco passou a prever crescimento de 2,8%.

Os dois maiores bancos privados do país melhoraram nesta sexta-feira (9) a previsão para o desempenho da economia em 2019. Embora estejam mais otimistas com o futuro da atividade, Itaú e Bradesco mantiveram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

O Itaú projeta agora um crescimento 2,5% em 2019, acima dos 2% previstos anteriormente. Para 2018, a expansão esperada segue em 1,3%. Na avaliação do banco, a melhora é sustentada por condições financeiras mais expansivas.

Na revisão de cenário, o Itaú espera que a taxa básica de juros (Selic) deve permanecer inalterada em 6,5% não só no encontro de política monetária de dezembro como também em todo o ano de 2019. O banco prevê que a Selic subirá para 8% apenas em 2020, ao invés do segundo semestre do ano que vem, como previa antes. A taxa básica de juros está em 6,5% ao ano desde março de 2018.

“A mudança é consequência da perspectiva de condições financeiras mais expansionistas, em particular com juros de mercado mais baixos e preços de ativos (por exemplo, ações) mais elevados”, informou o banco em relatório.

Bradesco prevê alta de 2,8% do PIB

A melhora das condições financeiras do país também fez com que o Bradesco subisse para 2,8%, de 2,5%, a previsão do PIB de 2019. Neste ano, a alta projetada continua em 1,1%.

“A economia brasileira encontra-se em uma posição cíclica favorável à retomada do crescimento. A inflação e os juros estão baixos; as famílias e empresas estão menos alavancadas; o déficit externo é reduzido e há grande ociosidade no mercado de trabalho e na indústria”, informou o Bradesco.

O Bradesco espera que a Selic encerre este ano em 6,5% e que o aumento na taxa de juros comece a partir do segundo trimestre do ano que vem. Ao fim de 2019, os juros devem chegar a 8%.

A melhora das condições financeiras pode ser explicada pelo fim da incerteza eleitoral e pela expectativa de que o próximo governo consiga dar andamento ao ajuste fiscal. Com esse quadro, o real se valorizou nos últimos meses e houve uma melhora do patamar da bolsa de valores.

Inflação

No cenário do Itaú, o IPCA, o índice que baliza a meta perseguida pelo Banco Central, teve sua previsão para 2019 revisada para 4,2%, de 4,3% antes, bem perto do centro da meta de 4,25% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A estimativa para o fechamento de 2018 também foi revisada, de 4,5% para 4,2%, “basicamente por conta da queda recente no preço da gasolina”.

Já o Bradesco manteve a projeção para o IPCA deste ano em m 4,4% para 2018 e 4,25% para 2019. O banco, no entanto, indica “algum viés de baixa” para este ano.

Câmbio

Já no caso do dólar, o Itaú reduziu a R$ 3,75 o dólar no final deste ano, de R$ 3,90 antes, “refletindo a percepção do mercado de menores incertezas rondando a implementação de reformas”. Em 2019, no entanto, a instituição manteve o nível de R$ 3,90 anteriormente previsto.

O Bradesco manteve projeção de R$ 3,70 para os dois anos.