Bancários de Rio Preto e região entram em greve

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Categoria rejeitou proposta de reajuste salarial de 6,5% da Fenaban.
Paralisação afeta cerca de 150 agências na região.

Bancários de São José do Rio Preto (SP) e região decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira (6). A categoria rejeitou a proposta de reajuste apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). De acordo com os representantes dos bancários, a categoria pede aumento de 14,78% e bancos ofereceram 6,5%. A paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º).

Os bancários de Rio Preto e de outros 33 municípios, que são filiados ao mesmo sindicat, aderiram à paralisação. Na região noroeste paulista são 2.900 bancários e cerca de 150 agências, que ficarão fechadas por tempo indeterminado. Apenas os caixas eletrônicos vão funcionar.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Luiz Carlos dos Santos, que presidiu a assembleia, a greve deve continuar até que a Fenaban aceite a proposta do sindicato  “O índice proposto pela Fenaban não faz a correção da inflação do período. O setor bancário é um dos que mais lucra neste país. Nós acompanhamos as negociações realizadas por outras categorias no primeiro semestre em setores que enfrentam dificuldades por conta da crise e a maioria, cerca de 61%, conseguiu um índice igual ou superior ao acumulado no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Por isso, não podemos aceitar essa proposta”, diz Santos.

O vice-presidente do sindicato ressalta ainda que, além da questão salarial, a categoria tem ainda uma série de outras reivindicações, como: garantia de emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança nas agências, igualdade de oportunidades, combate às terceirizações e mais contratações, além de auxílio educação.

Bancários em frente a banco em Rio Preto (Foto: Reprodução / TV Tem)
Bancários em frente a banco em Rio Preto (Foto: Reprodução / TV Tem)

Reivindicações nacionais
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5%  sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

Atendimento
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos lembra que os clientes podem utilizar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º) (Foto: Reprodução / TV TEM)
Paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º) (Foto: Reprodução / TV TEM)

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