Após queda nas distribuidoras, preço da gasolina não sofre reajuste em Rio Preto

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Preço da gasolina nas bombas de Rio Preto não acompanha baixa da Petrobras — Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

Redução chegou a R$ 0,50 por litro de outubro para novembro, mas nas bombas em São José do Rio Preto (SP), o consumidor paga praticamente a mesma coisa que há 30 dias.

A Petrobras anunciou vários reajustes diminuindo o preço da gasolina para as distribuidoras. A redução chegou a R$ 0,50 por litro de outubro para novembro, mas nas bombas em São José do Rio Preto (SP), o consumidor paga praticamente o mesmo valor há 30 dias.

Levando em conta a redução anunciada pela Petrobras, a diferença resultaria em 22% de queda no valor, entrentando, na prática, os motoristas não perceberam a diferença.

Os valores variam de R$ 4,55 a R$ 4,79 pelo litro da gasolina. Confira nesse link a variação de preços da Petrobras para o combustível que é vendido para as distribuidoras.

Em outubro, o preço girava em torno de R$ 4,70, e agora, em novembro, não sai por menos de R$ 4,69. A diferença inferior a 10%, ou seja, menos da metade do que foi reduzido pela Petrobras para as distribuidoras.

Para se ter uma ideia, o litro da gasolina saía das refinarias em outubro a R$ 2,21. Atualmente, o valor é de R$ 1,75.

“Quando o dono do posto compra o combustível e tem o preço, ele não passa o desconto imediatamente, a não ser que acabe o combustível na bomba. E quando tem o combustível e tem o aumento, ele repassa no mesmo dia e isso penaliza todos”, afirma o economista do Procon de Rio Preto, Eraldo Angelotti.

A justificativa Sincopetro, o sindicato dos donos de postos de combustíveis da região, é que como os estoques estão altos, os preços devem começar a cair nos próximos dias.

Novo reajuste

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (7) um novo reajuste para baixo do preço da gasolina para as refinarias: menos 0,48%, o que significa que vai cair de R$ 1,71 para R$ 1,70 nas refinarias.

Segundo a própria Petrobras, uma estimativa da média, 30% do preço da gasolina fica com a Petrobras, 15% é incidência de tributos federais, 29% é a cobrança do ICMS, que varia entre Estados. A mistura do etanol equivale a 12% do preço da gasolina. O restante, 14%, embute transporte e lucros dos revendedores.