Ágatha e Bárbara não resistem à força da Alemanha e ficam com prata no Rio

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A força da Alemanha falou mais alto, e o Brasil ficou com a prata olímpica (Foto: Adrees Latif/REUTERS)

Laura Ludwig e Kira Walkenhorst fazem seu melhor jogo na competição, vencem
por 2 a 0, 21/18 e 21/14, e são as campeãs olímpicas do vôlei de praia no feminino

Por Cahê Mota, Carol Fontes, David Abramvezt, Gabriel Fricke e Lucas BarrosRio de Janeiro, RJ

Se as previsões antes da Olimpíada colocavam Larissa e Talita, do Brasil, e Walsh e Ross, dos Estados Unidos, como as principais candidatas ao ouro olímpico, elas certamente não levaram em consideração a força da dupla alemã formada por Laura Ludwig e Kira Walkenhorst. As vibrantes Ágatha e Bárbara Seixas que, na semifinal, bateram a tricampeã olímpica dos EUA e sua parceira medalhista de prata em Londres 2012 em um jogaço, sentiram na pele a fúria das europeias nesta quarta-feira, nas areias de Copacabana, na final das disputas do vôlei de praia. Elas pararam no paredão de Kira e na técnica impecável de Laura, que venceram por 2 a 0, parciais de 21/18 e 21/14, asseguraram o ouro e deixaram o Brasil com a medalha de prata. A parceria que foi campeã ampliou seu retrospecto positivo contra a dupla da casa para 5 a 1.

O vôlei de praia entrou no programa olímpico em Atlanta, nos Estados Unidos e, logo na primeira edição, o Brasil se tornou potência quando Jackie Silva e Sandra Pires ficaram com o ouro ao bater na final Mônica Rodrigues e Adriana Samuel, que levaram a prata, no dia 27 de julho de 1996. Foi a primeira e única medalha dourada das mulheres na história do país na Olimpíada. Um momento histórico não só para o vôlei de praia, mas para o esporte feminino brasileiro. Desde então, nesse naipe, as brasileiras sempre foram bem, mas bateram na trave, assim como o que acabou acontecendo no Rio de Janeiro, em 2016.

Barbara e Agatha Brasil x Alemanha volei de praia (Foto: Reuters)Ágatha e Bárbara Seixas caem diante das alemãs (Foto: Reuters)

Em Sydney 2000, Adriana Behar/Shelda perdeu de Nathalie Cook/Kerri Pottharst, donas da casa. De Atenas 2004 a Londres 2012, houve a era Walsh/May. Foram três ouros para os Estados Unidos em sequência. Walsh não sabia o que era perder na Olimpíada até os Jogos do Rio. Das terras brasileiras, sai com o bronze ao lado de Ross ao bater Larissa/Talita na disputa de terceiro lugar. Resta ao Brasil torcer por Alison e Bruno Schmidt, que fazem a final masculina nesta quinta-feira, às 23h59, contra Nicolai e Lupo, da Itália.

O JOGO

Com um toquinho de categoria, Babi fez o primeiro ponto do jogo. As alemãs deram o troco na sequência. A carioca voltou a marcar, e Ágatha ampliou no bloqueio. Laura recolocou a Alemanha no páreo, e Kira empatou no bloqueio. O placar ficou 6 a 4 para o Brasil após longo rali. O empate das europeias veio na falha da carioca, e a virada, em um ace. Babi se redimiu e empatou. Ágatha salvou duas vezes de forma espetacular e botou o Brasil na dianteira de novo em uma bomba sobre Kira, mas sua parceira errou o saque.

Ágatha e Bárbara final vôlei de praia (Foto: Adrees Latif/REUTERS)Ágatha e Bárbara tentaram de todo jeito, mas não foi possível bater as alemãs (Foto: Adrees Latif/REUTERS)

Laura fez o nono ponto na deixadinha, e o Brasil empatou com a carioca de largadinha. O jogo seguiu disputado, mas a Alemanha abriu dois pontos. A paranaense empatou. Num erro de levantamento de Walkenhorst, as rivais viraram. Faltou força para Ágatha, e as alemãs se aproveitaram: 15 a 13. Bloqueando muito, Kira ampliou. Babi falhou na largadinha, mas Laura fez o mesmo. O Brasil reagiu, e as alemãs acusaram um erro próprio em um ato de fair play. Mas a Alemanha foi quem teve o primeiro set point, só que Kira mandou o serviço fora. Laura fechou em 21 a 18 num toquinho na rede sem dar chance às brasileiras.

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