Acusado de matar jovem após pegar carona combinada pelo WhatsApp é condenado em MG

0
Jonathan Pereira do Prado é acusado de matar Kelly Cadamuro depois de pegar carona com ela — Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online

Jonathan Pereira do Prado matou Kelly Cadamuro em novembro de 2017 quando seguia de Rio Preto (SP) para Itapagipe (MG). Sentença dada pelo juiz de Frutal passa de 45 anos de prisão.

Foi condenado a mais de 45 anos de prisão Jonathan Pereira do Prado, acusado de matar a estudante Kelly Cristina Cadamuro depois de pegar carona que foi combinada pelo WhatsApp. A sentença foi proferida pelo juiz Gustavo Moreira nesta quarta-feira (19). O criminoso está preso desde o dia 3 de novembro em Frutal.

Segundo as primeiras informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a pena do condenado é referente a duas condenações, sendo uma de 42 anos e 11 meses de prisão e a outra de dois anos e 11 meses de prisão. Ainda não foi informado por quais crimes ele foi condenado.

O processo corre em segredo de Justiça e G1 aguarda mais informações do TJMG.

Outros dois envolvidos no crime – Daniel Theodoro da Silva e Wander Luís Cunha – acusados de receptar os objetos roubados da vítima tiveram a liberdade concedida pelo Judiciário.

Entenda o caso

Kelly Cadamuro era estudante de radiologia e desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 depois de sair de Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para encontrar com o namorado, de 28 anos.

Os familiares da vítima relataram que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Mas, no momento da viagem, o suspeito Jonathan disse que a namorada desistiu e iria apenas ele.

O circuito de segurança de uma praça de pedágio registrou imagens da jovem passando pelo local dirigindo. Mais tarde, o carro retorna, mas é o homem quem aparece ao volante.

Kelly Cadamuro foi morta em novembro de 2017 e autor foi preso  — Foto: G1
Kelly Cadamuro foi morta em novembro de 2017 e autor foi preso — Foto: G1

 

A polícia encontrou o carro de Kelly abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP).

Dois dias após o fato, três suspeitos foram presos, entre eles Jonathan Pereira. Em depoimento à polícia, ele admitiu ter feito uso do aplicativo para armar o crime e que esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que a motorista parasse o carro para ele urinar. A vítima estacionou e ele começou a dar socos no rosto dela.

Durante as investigações Jonathan contou que a vítima teve os braços amarrados por uma corda e foi arrastada. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele premeditou crime.

O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal, sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. A declaração de óbito apontou que ela foi vítima de asfixia e estrangulamento.

PM e perícia técnica da Polícia Civil foram para área entre Frutal e Itapagipe onde corpo de jovem desaparecida foi encontrado — Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online
PM e perícia técnica da Polícia Civil foram para área entre Frutal e Itapagipe onde corpo de jovem desaparecida foi encontrado — Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online
Kelly Cristina Cadamuro ofereceu carona em grupo de WhatsApp e foi encontrada morta — Foto: Reprodução/WhatsApp
Kelly Cristina Cadamuro ofereceu carona em grupo de WhatsApp e foi encontrada morta — Foto: Reprodução/WhatsApp

Conversa entre Kelly Cristina Cadamuro e o namorado Macos Antônio da Silva — Foto: Marcos Antônio da Silva/Reprodução/Arquivo pessoal

Conversa entre Kelly Cristina Cadamuro e o namorado Macos Antônio da Silva — Foto: Marcos Antônio da Silva/Reprodução/Arquivo pessoal