Prefeitura de Bauru estuda formas de remover famílias das áreas de risco

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Estimativa da Defesa Civil é que 300 famílias estejam nessa condição. Poder público já transferiu 239 pessoas, tem outras 144 na fila, mas 800 ainda aguardam moradia longe de leitos dos rios.

A cidade de Bauru (SP) possui cerca de 300 famílias, ou algo como 1.200 pessoas, vivendo em áreas de risco, geralmente próximas aos leitos de rios e córregos. Um terço dessas famílias vive no Parque Jaraguá. A estimativa é da Defesa Civil, que monitora a situação dessas pessoas enquanto o poder público estudo um destino digno para elas.

Segundo números da prefeitura, até agora 239 pessoas já foram retiradas de sete áreas de risco e realocadas em projetos de moradia, e outras 144 estão na lista de espera.

Áreas de risco ainda abrigam cerca de 300 famílias em Bauru, segundo estimativas da Defesa Civil
Áreas de risco ainda abrigam cerca de 300 famílias em Bauru, segundo estimativas da Defesa Civil

O déficit, porém, ainda é grande, e Silvio Rodrigues, coordenador da Defesa Civil, explica que o órgão vem acompanhando essas famílias até que elas sejam transferidas para lugares mais seguros.

“Já eliminamos bastante essa questão [moradores em áreas de risco] em Bauru e temos um projeto para ser viabilizado no próximo ano, no Manacás, que deve receber boa parte das famílias da favela do Jaraguá. Fora isso, a nova administração iniciou um projeto para mais de 2 mil casas”, explica Rodrigues.

O coordenador da Defesa Civil fez referência ao residencial Manacás, um condomínio do programa “Minha Casa, Minha Vida” que foi abandonado pela construtora e invadido por integrantes de um movimento social. A Caixa fará a reintegração de posse judicial a fim de garantir que os imóveis sejam destinados às famílias selecionadas pelo poder público.

Silvio Rodrigues, coordenador da Defesa Civil:
Silvio Rodrigues, coordenador da Defesa Civil: “Prefeitura tem projeto para 2 mil novas casas” (Foto: Reprodução / TV TEM)