Mulher traída suspeita de espancar jovem até a morte se entrega.

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Shirley Nascimento Barbosa estava com amigas quando encontrou vítima em posto de gasolina, na última sexta (8), segundo investigador. Marido morreu em motel quando estava com jovem.

Uma das mulheres suspeitas de espancar uma adolescente até a morte em um posto de gasolina na Zona Oeste de São Paulo entregou à polícia nesta sexta-feira (15), uma semana após o crime, de acordo com o 33º Distrito Policial (DP) de Pirituba. A Justiça determinou prisão temporária de 30 dias para auxiliar os investigadores na conclusão do inquérito.

Na última sexta-feira (8), uma adolescente de 17 anos foi agredida até a morte por um grupo de mulheres em um posto de gasolina no bairro São Domingos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a estudante Maria Gabriela Tome, de 17 anos, foi abordada por cinco mulheres por volta das 3 horas da manhã no posto, que fica na Rua Coronel José Rufino Freire.

Pessoas que estavam no posto socorreram a vítima e a levaram para o pronto-socorro Pirituba, onde ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso foi registrado como homicídio no 33º DP.

Após a agressão, o grupo fugiu. Nesta sexta, contudo, Shirley Nascimento Barbosa, pivô da confusão, de acordo a investigação do 33º Distrito Policial de Pirituba, se apresentou na delegacia.

De acordo com a polícia, a adolescente tinha um caso com o homem chamado Augusta, que era casado com Shirley. Em abril deste ano, ele estava com Maria Gabriela em um motel, quando morreu de overdose.

A polícia diz que Shirley passou a culpar a jovem pela morte do marido, até que na última sexta, quando abastecia o carro com quatro amigos em um posto de combustível, encontrou por acaso Maria Gabriela. O grupo a agrediu até a morte.

O investigador do 33º DP diz que apenas uma das cinco mulheres não agrediu Shirley, mas conduziu o veículo que saiu em fuga com as mulheres. Duas delas ainda não foram identificadas.

Shirley Nascimento Barbosa não tinha passagem pela polícia e está presa temporariamente por 30 dias no 89º DP do Portal do Morumbi e fica à disposição para prestar depoimento aos investigadores em auxílio à conclusão do inquérito. A expectativa é de que ela ajude a localizar as outras mulheres, que seguem foragidas.

O posto de combustível tinha câmera de segurança, que registrou grande quantidade de pessoas que ouviam música e bebiam no local na última sexta, e também a correria devido à briga, mas as agressões não foram filmadas porque ficaram em um ponto cego.