Empresário dava maquiagem e roupas para aliciar menores, diz polícia

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Empresário foi preso preventivamente em Rio Preto (Foto: Reprodução / TV TEM)

Suspeito está preso preventivamente por exploração sexual de menores.
Segundo a polícia, ele usava filha para aliciar menores em Rio Preto.

O empresário preso suspeito de exploração sexual de menores, na terça-feira (18), em São José do Rio Preto (SP), além de usar a filha para assediar as adolescentes, dava para as vítimas pequenos presentes para se aproximar e conquistar a confiança delas, segundo a delegada Margarete Franco.

“Ele se aproximava das amigas da filha, depois fazia contatos pela rede social com elas, estimulava as meninas a matar aula e as levava para shoppings. Dava presente como maquiagens, peças de roupas, doces até ganhar a confiança delas”, afirma Margarete em entrevista ao G1nesta quarta-feira (19).

De acordo com ela, após conquistar a confiança das adolescentes, ele buscava a prática do ato sexual com elas. “Algumas das meninas ouvidas mencionam uma situação preparatória, em que ele as convida para a prática do ato sexual ou de atos libidinosos, como acariciar regiões mais íntimas das adolescentes. Ele conquista a confiança para depois chegar a finalidade e, como ele já tem histórico de se envolver com menores de 18 anos, de manter afetividade e intimidade sexual com estas meninas, então tudo leva a crer que ele queria, mediante toda a situação, explorar sexualmente estas meninas”.

Delegada Margarete Franco (Foto: Reprodução / TV TEM)
Delegada Margarete Franco (Foto: Reprodução / TV TEM)

A filha do empresário deverá ser entregue ao Conselho Tutelar, caso não tenha nenhum familiar que possa ficar com ela.  A delegada diz que há pelo menos dois ou três inquéritos envolvendo o empresário com vítimas menores de 18 anos, com idades entre 13 e 15 anos. O empresário está preso preventivamente.

Entenda o caso
O homem de 56 anos foi preso depois de pouco mais de um mês de investigações. De acordo com a polícia, o empresário agia na porta de algumas escolas. Para tentar se aproximar das meninas, ele oferecia presentes e usava muitas vezes a própria filha, que também é menor de idade e estuda em uma dessas escolas.

Além disso, a polícia descobriu que ele mantinha amizade com meninas de 13 e 14 anos nas redes sociais. O juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, também recebeu denúncias de mães e funcionários de algumas escolas. Durante as investigações, a polícia ouviu várias estudantes que confirmaram as denúncias.

O empresário já tinha passagem pela polícia por outros crimes. Em 2013 ele foi investigado por esse mesmo crime, exploração sexual de menores, mas na época a polícia não encontrou provas suficientes. A polícia tem dez dias para concluir o inquérito e encaminhar ao juiz. Se for condenado, ele pode pegar de quatro a 10 anos de prisão.

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