Donos de animais domésticos se preocupam com onda de envenenamento em Pereira Barreto

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  Donos de animais domésticos se preocupam com onda de envenenamento em Pereira Barreto (Foto: Reprodução/TV Tem)

Cerca de 10 animais são envenenados por semana na cidade. Polícia está investigando os casos.

Os donos de cães e gatos estão preocupados com uma onda de envenenamentos em Pereira Barreto (SP). Segundo as Organizações Não Governamentais (ONGs) e as Associações de Proteção a Animais, cerca de 10 animais são envenenados por semana na cidade.

A dona de casa Denusa Asoo passeava com seu cachorro, quando o animal pegou um pedaço de carne, que estava envenado, e jogado no chão. “Ele pegou uma carne na calçada, quando eu vi, abri a boca dele e joguei fora. Depois que andamos mais três quarteirões, ele começou a passar mal. Levei-o na veterinária e ela me disse que o pedaço de carne estava envenenado”, afirma.

Já o cozinheiro Adalto Aparecido da Silva perdeu o gato dele por conta de envenenamento e espera providências sobre os casos de matança na cidade. “Meu vizinho achou meu gato envenado, ele já estava morrendo e espumando a boca. E não é o primeiro caso na cidade, mas ninguém está tomando uma atitude”, diz.

A população e os cuidadores dos animais pedem uma solução das autoridades. “Existem pessoas mal intencionadas que passam pela rua e jogam salsicha ou carne envenenada. Se o cachorro ou gato não pegar, pode acontecer até de uma criança pegar e colocar na boca sem a mãe perceber. Será que as autoridades só tomarão providências quando acontecer de um humano se envenenar?”, questiona Renata Silva, membro da ONG Proteção Animal.

O Centro de Zoonoses de Pereira Barreto afirma que pode fazer o acolhimento dos animais que estão com sintomas. “Se o animal ainda estiver vivo, a orientação é que o dono procure um tratamento para tentar recuperá-lo e também procure a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, para termos um número de registro de casos de envenenamento”, explica a veterinária da unidade, Karina Yamamoto.

A Polícia Civil está investigando os casos para entender o motivo da matança dos animais.