Diário do Tricolor – Análise: São Paulo até cria, mas novo tropeço mostra que há mais a corrigir

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Ataque precisa afinar não só a pontaria, mas também sua sintonia. Além disso, revés para o Vitória deixou claro que time tem sentido emocionalmente qualquer golpe

A atuação do São Paulo diante do Vitória, em especial no primeiro tempo, mostrou um time mais criativo em comparação ao que vinha sendo. Mas só isso não é o suficiente para que ele definitivamente reaja e deixe a parte de baixo da tabela no Campeonato Brasileiro, como prova o placar da derrota por 2 a 0, em Salvador, neste domingo.

Depois de três partidas como visitante com apenas uma chance real de gol, a equipe de Ricardo Gomes esteve na iminência de balançar a rede em cinco oportunidades. Mas o trio formado pelo argentino Chavez, o garoto Luiz Araújo e o improvisado Carlinhos não as converteu.

– Estamos pecando no equilíbrio. Equilíbrio é meio, defesa, ataque. Nesse caso, na parte ofensiva, estamos pecando – reconheceu o treinador, ao final do jogo na capital baiana.

São Paulo foi armado no 4-2-3-1, com Carlinhos na ponta esquerda e Luiz Araújo na ponta direita (Foto: GloboEsporte.com)
São Paulo foi armado no esquema 4-2-3-1, com Carlinhos na ponta esquerda e Luiz Araújo na ponta direita

Chavez teve um início muito bom com a camisa tricolor, mas já está há quatro partidas na seca – desperdiçou uma cobrança de pênalti neste período, inclusive. Luiz Araújo teve uma exibição interessante e tem potencial para crescer. Já de Carlinhos (lateral de origem e escalado no lugar de Kelvin, poupado por dores no joelho) nem se poderia esperar muito.

No segundo tempo, depois do golaço de falta de Marinho, Ricardo Gomes tentou alternativas. Sacou Mena, recuou Carlinhos e pôs Robson em campo. Em seguida, trocou Luiz Araújo por Daniel, mudando o desenho para um 4-3-3 mais tradicional. Mas o gol contra de Lyanco, aos 26 minutos, praticamente acabou com qualquer esperança. Como última alternativa, Gilberto entrou no lugar de Cueva para atuar avançado ao lado de de Chavez, mas pouco contribuiu.

No final, Daniel e Robson jogaram como pontas, com Chavez e Gilberto mais avançados (Foto: GloboEsporte.com)
No final, Daniel e Robson (nos círculos vermelhos) jogaram pelos lados, com Chavez e Gilberto mais avançados

Até a partida contra o Flamengo, no sábado, o técnico terá quatro dias (já que deu folga nesta segunda-feira) para melhorar não só pontaria, mas também a sintonia de um ataque que ficou quatro vezes impedido e ainda o posicionamento defensivo em bola parada. Não devido ao golaço de falta de Marinho, é claro, mas porque tem sido um ponto frágil.

Time treinado por Ricardo Gomes teve cinco chances reais de gol e 12 finalizações, mas não ameaçou de fato os donos da casa em Salvador

A sorte também não tem ajudado, é verdade, como pode atestar o zagueiro Lyanco, que fez um gol contra de cabeça. Mas isso é impossível remediar. O que se pode trabalhar são os aspectos físico e emocional do elenco, que acusou o desgaste e o golpe psicológico depois do primeiro gol sofrido.

– Isso afeta, principalmente pela situação que a gente vive. Se pensarmos nos resultados anteriores, é uma sequência não tão ruim. Mas, pela situação, por estar lá embaixo na tabela, a gente sabe que isso prejudica um pouco o psicológico – comentou Rodrigo Caio, mais uma vez praticamente uma exceção positiva. O zagueiro foi o são-paulino que mais tocou na bola, tendo acertado os 35 passes dados.

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